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<h2>Introdução</h2>
<p>Novos padrões, ou atualizações de antigos, costumam ser bem
recebidos, pois normalmente a evolução é mesmo necessária e
traz um grande benefício em relação ao anterior. A chegada dos
padrões USB 3.0 e SATA3 (6Gbps) não poderia ser diferente,
mobilizando (e em muitos casos, preocupando) os usuários,
ávidos por aproveitar os novos recursos.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a0.jpg"
width="500" height="426"></p>
<p>Infelizmente, enquanto não existem chipsets com suporte
nativo aos novos padrões, precisamos recorrer a controladores de
terceiros, seja em placas de expansão ou integrados à placa
mãe pelo fabricante. O que não costuma ser uma tarefa fácil. A
recém lançada plataforma Intel P55 ainda não traz esses
recursos e, como veremos mais adiante, requer uma boa dose de
criatividade por parte dos fabricantes para contornar suas
limitações.</p>
<p>Um dos primeiros fabricantes a aceitar o desafio, a Gigabyte
revisou toda a sua linha P55 para integrar o suporte a USB 3.0 e
SATA3 (6Gbps), lançando a série P55A. O modelo que vemos hoje
é o mais completo da série, a P55A-UD6, atualização da
P55-UD6 <a
href="http://www.forumpcs.com.br/viewtopic.php?t=260564">avaliada
recentemente</a>.</p>
<h2>Layout e Recursos</h2>
<p>Pouco mudou em relação à <a
href="http://www.forumpcs.com.br/viewtopic.php?t=260564">P55-UD6</a>,
o layout é basicamente o mesmo e com exceção ao suporte a USB
3.0 e SATA3 há poucas diferenças. Só foram feitos alguns
ajustes estéticos: o socket e as bobinas do regulador de tensão
(que continua com 24 fases) receberam um tratamento escuro e
brilhante, combinando com o dos heatpipes que interligam os
dissipadores de calor.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a1.jpg"
width="500" height="353"></p>
<p>O layout continua excelente, foi prestada atenção a todos os
pontos críticos que poderiam causar conflitos mecânicos, como
entre as placas de vídeo e as portas SATA ou os slots de
memória. E todos os conectores ficam próximos às bordas da
placa para facilitar a montagem do sistema e a organização dos
cabos no interior do gabinete.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a4.jpg"
width="500" height="353"></p>
<p>Em vez das 10 portas SATA da P55-UD, a P55A-UD6 conta com
"apenas" 8, sendo 6 nativas do P55, seguindo o padrão
SATA2 (3Gbps) e as outras duas (portas brancas) as novas SATA3
(6Gbps) oferecidas por uma controladora da Marvel. Outra
controladora (da JMicron) gerencia as duas portas eSATA do painel
traseiro. Novamente, todas suportam RAID.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a3.jpg"
width="500" height="188"></p>
<p>Contando as duas portas "Combo eSATA" (que também
são USB, de onde compartilham sua alimentação) temos um total
de 10 portas USB no painel traseiro, o que também inclui as
novas portas USB 3.0 (identificadas pela cor azul) que também
representam o terceiro 3 do pacote de novos recursos das P55A:
além de serem mais rápidas, elas podem fornecer o triplo de
energia que as portas USB tradicionais, assegurando que
dispositivos de alto consumo como HDs ou drives óticos externos
possam se alimentar a partir de apenas uma porta USB, deixando as
demais livres para a conexão de outros equipamentos.</p>
<p>O som é fornecido por um excelente codec Realtek ALC889, com
certificação Dolby Home Theatre, que pode codificar o áudio de
qualquer fonte para Dolby Digital e enviar até 7.1 canais via
saída digital (coaxial ou ótica) sob qualquer situação. As
duas redes Gigabit (com suporte a Teaming) são Realtek RTL8111D,
cada uma ligada a uma linha PCI Express do P55. A controladora
Firewire (Texas Instruments TSB43AB23) é ligada ao barramento
PCI Clássico, assim como a controladora IDE, uma ITE IT8213.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a5.jpg"
width="500" height="221"></p>
<p>Acompanham a placa 4 cabos SATA, um adaptador para transformar
duas portas SATA em eSATA, além de um cabo IDE e uma ponte SLI.
Há ainda 4 manuais explicando os recursos da placa, todos muito
bem redigidos, mas disponíveis apenas em inglês.</p>
<h2>Por que o P55 não gosta de SATA3 (6Gbps) ?</h2>
<p>Como comentamos na introdução, o Intel P55 não oferece
suporte nativo a USB 3.0 ou SATA3, o que força os fabricantes a
adotarem controladores de terceiros para oferecer estes recursos
em suas placas baseadas nesse chipset. Porém, isso não é uma
tarefa fácil.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/diagrama-p55.gif"
width="476" height="433"></p>
<p>Uma das principais características dessa plataforma é a
ausência de um "northbridge". Suas funções, que se
reduziram basicamente à de gerenciar os barramentos PCI Express,
foram integradas ao processador, restando na placa apenas um
southbridge, no caso o Intel P55, agora chamado de PCH (Platform
Controller Hub), em vez de ICH (I/O Controller Hub) como os
anteriores (associados a northbridges como o P45 ou o X58).</p>
<p>Isso é bom, pois simplifica o desenho das placas mãe, reduz
o consumo de energia do sistema e o custo da plataforma de forma
geral. Porém, o controlador PCI Express do processador possui
apenas 16 linhas, dedicadas a placa(s) de vídeo (uma ou duas,
dividindo o conjunto em dois slots a 8x), outros dispositivos
devem ser ligados ao P55, que oferece 8 linhas PCI Express, só
que estas seguem o padrão PCI Express 1.0 (em vez de 2.0 como as
linhas do processador).</p>
<p>Cada linha PCI Express 1.0 oferece uma banda máxima de
2.5Gbps em cada sentido, o que é muito menos do que os 6Gbps do
SATA3 ou mesmo dos 5Gbps do USB 3.0. Por isso que as
controladoras dessas novas interfaces são PCI Express 2.0, que
oferece 5Gbps. Mas de onde tirar linhas PCI Express 2.0 para
essas controladoras?</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a-esquema.jpg"
width="202" height="300"><br>
<a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a-esquema.gif">Clique
aqui para ampliar</a></p>
<p>Segundo o manual, na P55A-UD6 tanto a controladora USB 3.0
(NEC D720200F1) quanto a SATA3 (Marvel 9128) estão ligadas a
linhas PCI Express (1.0) do P55. A solução encontrada pela
Gigabyte para evitar gargalos foi implementar um mecanismo
(controlado pelo BIOS) que força a divisão das 16 linhas PCI
Express que vêm do processador em dois conjuntos de 8 e então
liga a controladora USB 3.0 ou a controladora SATA3 ao segundo
conjunto. Na prática é como se a controladora fosse uma placa
PCI Express x1 espetada no segundo slot PCIe x16 da placa mãe:</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a6.jpg"
width="500" height="362"></p>
<p>Isso resolve o problema, mas apenas para uma das controladoras
(é necessário escolher qual delas será beneficiada pela
manobra) e acaba inutilizando o segundo slots PCIe x16 da placa
mãe, portanto não será possível usar duas placas de vídeo em
SLI ou Crossfire (a placa suporta ambos) enquanto o recurso
(Turbo USB 3.0 ou Turbo SATA3) estiver ligado.</p>
<p>O terceiro slot x16 não "conta" porque trabalha a
apenas 4x e usa linhas PCI Express 1.0 do P55, não é adequado
para placas de vídeo trabalhando em modo gráfico (que requer
muita banda de comunicação), apenas para cálculo (como PhysX,
Folding, etc).</p>
<h2>Seagate Barracuda XT SATA3</h2>
<p>Junto com a placa, a Gigabyte nos enviou um HD Seagate
Barracuda XT de 2TB, o primeiro HD do mercado com suporte à nova
interface. Esta série herda os pratos de 500GB da linha 7200.12
e, além da interface mais rápida, tem 64MB de buffer.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/seagatxt.jpg"
width="500" height="412"></p>
<p>Para avaliar seu desempenho, o testamos em três situações:
operando em SATA2 ligado à controladora nativa do Intel P55,
operando em SATA3 porém com a controladora Marvel ligada a uma
linha PCI Express 1.0 e, finalmente, operando em SATA3 com a
controladora Marvel ligada a uma linha PCI Express 2.0 (acionando
o modo Turbo SATA3 implementado pela Gigabyte).</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/xt-linear-read.gif"
width="482" height="336"></p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/xt-linear-write.gif"
width="482" height="336"></p>
<p>Em testes sintéticos de acesso sequencial, o HD apresentou
praticamente o mesmo rendimento operando em SATA2 ou em SATA3.
Pois embora seu mecanismo seja um dos mais rápidos entre os HDs
de 7200RPM, ainda rende apenas cerca de 140MB/s na sua porção
mais rápida (o começo do disco). Está longe de saturar os
300MB/s oferecidos pelo SATA2, portanto uma interface mais
rápida não traz benefício para esse tipo de dispositivo.
Observe que operando sobre PCI Express 1.0 a controladora SATA3
limitou um pouco a banda de escrita do HD, que caiu de 130MB/s
para pouco mais de 100MB/s.</p>
<p>O gráfico do HD Tune mostra claramente esse gargalo: veja o
resultado da controladora operando sobre <a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/st-pcie1.gif"
target="_blank">PCI Express 1.0</a> e sobre <a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/st-pcie2.gif"
target="_blank">PCI Express 2.0</a>.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/xt-burst.gif"
width="482" height="239"></p>
<p>A única situação onde o HD mostra que sua interface é de
fato mais rápida é ao testar sua taxa de transferência em modo
"rajada", onde o programa de testes "planta"
dados no buffer do HD e os pede de volta, assim o HD responde com
velocidade máxima, pois não precisa esperar até que os dados
sejam recuperados do disco (que, como vimos, rende no máximo
140MB/s).</p>
<p>Porém, por maior que seja o buffer/cache (que neste caso é
de generosos 64MB), este só acelera o acesso a dados recém
utilizados. Na grande maioria dos acessos o HD terá que buscar
os dados no disco, portanto mesmo que a transferência do buffer
para a controladora realmente ocorra a 300MB/s ou mais, os dados
só chegam ao buffer a pouco mais de 100MB/s.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/xt-pcmark.gif"
width="482" height="239"></p>
<p>E pior ainda, ao realizar um teste mais prático, como o PC
Mark Vantage, que simula uma série de situações de uso real
(como abertura de programas, edição de arquivos, etc) para
avaliar o desempenho da máquina; os resultados apresentados pela
controladora SATA3 da Marvel (mesmo operando sobre PCI Express
2.0) foram bem inferiores aos da controladora SATA2 nativa do
Intel P55, prejudicando o rendimento do HD em vez de
beneficiá-lo (devido à interface mais rápida).</p>
<h2>BIOS Setup</h2>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55abios0.jpg"
width="500" height="316"></p>
<p>Assim como as demais placas da Gigabyte, a P55A-UD6 tem um
BIOS bastante completo, mas não requer nenhum ajuste para
começar a usar o sistema. Seus ajustes são praticamente
idênticos aos da P55-UD6, portanto vamos apontar apenas as
diferenças:</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55abios1.jpg"
width="500" height="315"></p>
<p>Em Integrated Peripherals encontramos o Turbo SATA3/USB3.0,
que conecta a controladora SATA3 ou a controladora USB3.0 ao
segundo conjunto de 8 linhas PCI Express 2.0 do processador;
inutilizando o segundo slot PCI Express x16 da placa mãe, mas
eliminando o gargalo de uma das controladoras. Em AUTO o sistema
é ativado automaticamente se a placa detectar um HD SATA3
conectado à controladora.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55abios3.jpg"
width="500" height="317"></p>
<p>Em vez de ter que apertar uma combinação de teclas durante a
inicialização do sistema, é possível acessar o BIOS da
controladora SATA3 a partir do Setup da placa mãe. E este é
capaz de montar um RAID 0 ou 1 de forma transparente ao sistema,
dispensando a carga de drivers adicionais. Porém, uma vez
instalado o sistema operacional, será necessário instalar os
drivers da controladora para obter seu máximo rendimento.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55abios2.jpg"
width="500" height="316"></p>
<p>A Gigabyte também implementou um método que permite ajustar
o vcore de forma "dinâmica" ou "relativa ao
VID", assim é possível manipular a tensão do processador
mantendo os sistema de economia de energia funcionando (pois o
valor selecionado também é aplicado sobre o vcore quando este
é reduzido). É possível deslocar o vcore em até -0,2v ou
+0,59375v, sempre em passos de 0,00625v.</p>
<div align="center"><center>
<table border="1">
<tr>
<td align="center" bgcolor="#C0C0C0"><strong>vCore a 1,4v</strong></td>
<td align="center" bgcolor="#C0C0C0"><strong>Sistema
Ocioso</strong></td>
<td align="center" bgcolor="#C0C0C0"><strong>Processador
Sob Stress</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="right" bgcolor="#C0C0C0"><strong>LLC Desligado</strong></td>
<td align="center">1,36v</td>
<td align="center">1,29v</td>
</tr>
<tr>
<td align="right" bgcolor="#C0C0C0"><strong>LLC Nível 1</strong></td>
<td align="center">1,37v</td>
<td align="center">1,34v</td>
</tr>
<tr>
<td align="right" bgcolor="#C0C0C0"><strong>LLC Nível 2</strong></td>
<td align="center">1,39v</td>
<td align="center">1,40v</td>
</tr>
</table>
</center></div>
<p>E o Load-Line Calibration foi revisado, agora apresenta dois
estágios bem definidos. Com ele desligado a placa apresenta um
"vDroop" (queda de tensão quando o processador entra
em grande atividade) considerável (cerca de 0,07v). Com o LLC no
primeiro nível o vdroop diminuiu mas ainda foi um pouco maior
que o ideal. Finalmente, no segundo nível do LLC, o
"vOffset" (diferença entre o valor definido no setup e
o vcore com o sistema ocioso) é praticamente eliminado; com o
processador sob stress o vcore aumenta um pouco, mas nada
preocupante.</p>
<h2>Testes de Overclock</h2>
<p>A P55A-UD6 apresentou um ligeiro progresso em relação à sua
<a
href="http://www.forumpcs.com.br/review.php?r=260564&page=7">antecessora</a>,
operando com estabilidade ao elevar o clock base até 210MHz.
Aumentar a tensão do VTT (que alimenta o Uncore do processador),
do PCH (o P55) ou mesmo do CPU Clock Drive não ajudou a obter um
resultado melhor. O sistema inicia a até 217MHz, porém trava
(congela) ao tentar executar qualquer tarefa pesada.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/normal_p55a210.gif"
width="400" height="250"> <a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a210.gif">Ampliar</a></p>
<p>Esse resultado é muito bom, um pouco acima da média das
placas P55 e mais que suficiente para levar um Core i5 750 a
4GHz, por exemplo. Lembrando que para isso será necessário um
cooler bem robusto. Os Core i5 e i7 série 800 (Lynnfield)
esquentam bastante e o cooler "BOX" (que acompanha o
processador) só é suficiente para um overclock bem leve, até
uns 3.4GHz.</p>
<p>Finalmente, com um ajuste "dinâmico" de vcore,
podemos fazer overclock sem ter que desligar os sistemas de
economia de energia do processador. O que permite fazer um bom
ajuste para uso diário, economizando energia quando o sistema
está ocioso e acelerando apenas quando necessário.</p>
<div align="center"><center>
<table border="0">
<tr>
<td align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/thumb_p55a9x180idle.gif"
width="100" height="62"></td>
<td align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/thumb_p55a20x180.gif"
width="100" height="62"></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a9x180idle.gif">Ampliar</a></td>
<td align="center"><a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a20x180.gif">Ampliar</a></td>
</tr>
</table>
</center></div>
<p>O "ponto" do nosso Core i5 750 é algo ao redor dos
3.6GHz, frequência à que ele trabalha com pouco vcore acima do
padrão. Na P55A-UD6 bastou definir um incremento de 0,05v, o que
mesmo com o considerável vdroop apresentado pela placa, quando o
Load Line Calibration está desligado, foi suficiente para manter
o vcore a cerca de 1.21v e o sistema estável.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55aconsumo.gif"
width="482" height="254"></p>
<p>Assim, quando o sistema não é exigido, o processador
descansa a 1,6GHz, em vez de desperdiçar energia trabalhando
sempre a 3.6GHz.<em> (Sistema com dois HDs, placa de vídeo ATI
Radeon HD 4670 e fonte C3tech powerx de 750w)</em></p>
<h2>Smart TPM</h2>
<p>Um dos recursos da P55-UD6 que não exploramos durante sua
avaliação e que retorna na P55A-UD6 é que além de contar com
o módulo TPM (Trusted Platform Module), presente em toda
Gigabyte com um P no final (como a <a
href="http://www.forumpcs.com.br/viewtopic.php?t=258590">MA790XT-UD4<strong>P</strong></a>,
por exemplo) traz o Smart TPM, um software desenvolvido pela
Gigabyte que simplifica o uso e adiciona mais funções ao
recurso.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/tpm5.jpg"
width="300" height="188"> <a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/tpm5.gif">Ampliar</a></p>
<p>O módulo presente na placa permite criptografar dados com
chaves de até 2048 bits, que fica armazenada no BIOS reserva,
acessível apenas ao próprio software de criptografia. Assim
você pode criar um drive virtual protegido para guardar
informações confidenciais. O acesso aos arquivos é liberado
por uma senha, definida pelo usuário. Mas se o HD for conectado
a outra máquina, mesmo tendo essa senha, ainda seria necessário
quebrar a chave de 2048 bits, um processo que pode levar alguns
milênios para ser feito.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/tpm1.jpg"
width="224" height="300"> <a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/tpm1.gif">Ampliar</a></p>
<p>O Smart TPM implementa alguns recursos adicionais, com ele é
possível guardar a chave de criptografia e a senha de acesso em
um pendrive, assim além da praticidade de não ter que digitar a
senha, e da segurança de que os arquivos só podem ser acessados
tendo o pendrive. Previne-se do risco de nunca mais ter acesso
aos arquivos caso a placa mãe (que tem a chave de criptografia)
seja inutilizada, pois basta transportar o HD para outra placa
mãe idêntica e usar o pendrive para ter acesso aos arquivos
novamente.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/tpm3.gif"
width="496" height="289"></p>
<p>Outra opção é vincular o acesso à pasta a um telefone
celular com Bluetooth, assim mesmo que você esqueça o acesso à
pasta liberado, basta que o telefone se afaste do PC (o Bluetooth
só tem alcance de 10 metros) para que a pasta seja bloqueada
novamente. E como o sistema não mantém uma conexão com o
telefone, apenas verifica pela sua presença de tempos em tempos
(o intervalo é <a
href="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/tpm4.gif">definido
pelo usuário</a>), o consumo da bateria do dispositivo é
mínimo.</p>
<p>Infelizmente não acompanha a placa um adaptador Bluetooth,
este deve ser adquirido separadamente...</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Como é de se esperar, a P55A-UD6 é uma ligeira atualização
sobre a P55-UD6, incluindo mais alguns recursos à sua já
extensa lista. O melhor é que toda a série P55A deve tomar o
lugar das GA-P55 originais sem aumentar seu preço, portanto quem
já estava disposto a comprar uma Gigabyte P55, poderá optar
pela versão atualizada sem custo adicional.</p>
<p>Infelizmente, se os recursos adicionais são interessantes ou
não é outra história... Atualizar a interface de um HD de
7200RPM para 6Gbps não traz nenhum benefício, pois seu
mecanismo é lento demais para se beneficiar da banda adicional.
É como colocar um carro com motor 1.0 para trafegar em uma
estrada com limite de velocidade de 600 KM/H....</p>
<p>Só faz sentido adotar essa interface em dispositivos mais
rápidos, como os SSDs. Os modelos atuais (como os baseados no
controlador da Indilinx ou no da Intel) já são ligeiramente
limitados pelo SATA2 (3Gbps). Sustentam taxas de leitura da ordem
de 250MB/s, quando poderiam ir um pouco além dos 300MB/s. Isso
com tecnologia atual, as próximas gerações de SSDs devem fazer
um bom uso do padrão SATA3.</p>
<p>O problema é que além de não trazer benefício para os HDs
atuais, a controladora SATA3 da Marvel (a única disponível
atualmente) apresentou um desempenho pior que a controladora SATA<strong>2</strong>
nativa do Intel P55, mesmo funcionando sobre PCI Express 2.0,
usando a "manobra" realizada pela Gigabyte para
compensar uma deficiência do P55, que não oferece suporte a PCI
Express 2.0. A solução encontrada pela Gigabyte foi forçar a
divisão das 16 linhas PCI Express 2.0 que vem direto do
processador em dois conjuntos de 8 linhas e conectar a
controladora ao segundo conjunto.</p>
<p>Como já dissemos várias vezes, limitar a placa de vídeo a
PCI Express 8x não prejudica seu desempenho de forma
significativa. Só que esta solução não é ideal pois apenas
uma das controladoras (ou a SATA3 ou a USB 3.0) pode ser
"beneficiada", a outra deve continuar ligada a uma das
linhas PCI Express 1.0 do P55, pois o conjunto não pode ser
fragmentado em linhas independentes. Se isso fosse possível,
pelo menos daria para ligar ambas controladoras em PCI Express
2.0 ao acionar o recurso. Outro problema é que ao acionar essa
opção, o segundo slot PCI Express x16 da placa é inutilizado,
portanto não é possível usar duas placas de vídeo (para um
SLI ou Crossfire).</p>
<p>O suporte a SATA3 só será eficiente quando for um recurso
nativo do chipset ou de uma controladora mais robusta, que
utilize várias linhas PCI Express 2.0. Pois uma linha (5Gbps),
mesmo se completamente aproveitada, ainda não será suficiente
para comportar todo o tráfego de apenas uma porta SATA3 (6Gbps).</p>
<p>Já o USB 3.0 está numa posição muito mais confortável. O
USB 2.0 se tornou obsoleto há bastante tempo, sua banda é um
forte gargalo para diversos dispositivos como HDs externos ou
pendrives de alto desempenho. E embora não tenhamos nenhum
dispositivo USB 3.0 para avaliar o desempenho da controladora da
NEC, mesmo que esta tenha que operar sobre PCI Express 1.0 (o que
deve limitar seu desempenho a pouco mais de 100MB/s), já será
possível observar um belo ganho de rendimento sobre o padrão
atual (que na prática oferece apenas 30MB/s).</p>
<p>Deixando a utilidade dos novos recursos de lado, é bom ver
que a Gigabyte aproveitou a revisão da placa para melhorar
outros aspectos do projeto: A P55A-UD6 atingiu uma frequência um
pouco maior no clock base que a P55-UD6 (210MHz contra 205MHz). O
sistema de Load Line Calibration foi refinado e ficou excelente.
E ainda adicionaram um ajuste "dinâmico" de vcore, o
que permite fazer overclock mantendo os sistemas de economia de
energia do processador funcionando.</p>
<p align="center"><img
src="http://www.forumpcs.com.br/galeria/albums/userpics/10056/p55a2.jpg"
width="500" height="384"></p>
<p align="center"><em>Gostaríamos de agradecer à Gigabyte
Brasil por enviar essa excelente placa para avaliação.</em></p>
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